A trajetória de Paula Litaiff reúne diferentes formas de atuação no campo da comunicação. Jornalista natural de Manaus, ela passou por redações, rádio e televisão, trabalhou como comentarista, participou de uma série documental da Netflix e fundou a Rede Cenarium, estrutura que inclui revista eletrônica, publicação impressa, agência de notícias e TV web.
Formada em Jornalismo e mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Paula também desenvolveu estudos sobre mulheres indígenas Kokama e mantém produção voltada a temas como política, democracia, meio ambiente, desigualdade de gênero e desinformação. Seus perfis institucionais registram cerca de duas décadas de experiência em Comunicação Social.
Ao longo desse período, a profissional transitou entre a cobertura cotidiana, a interpretação de acontecimentos políticos, a gestão de equipes e a produção de conhecimento sobre a região amazônica.
Formação voltada à sociedade e às instituições
Além da graduação em Jornalismo, Paula possui formação especializada em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. O perfil publicado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também registra uma especialização em Ciências Políticas.
Esse conjunto de estudos está relacionado à compreensão das instituições, das políticas públicas, das desigualdades e das relações entre sociedade e poder. A formação acadêmica acompanha uma carreira construída em áreas nas quais esses temas aparecem tanto na cobertura jornalística quanto na análise de acontecimentos da vida pública.
O mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia, concluído na Ufam, ampliou essa frente de atuação. A pesquisa de Paula foi dedicada à resistência de mulheres indígenas Kokama, com atenção às lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus.
Em junho de 2025, a Ufam divulgou um vídeo documental relacionado à dissertação. O trabalho aproximou a pesquisa universitária da linguagem audiovisual e registrou uma etapa da investigação sobre as experiências e formas de organização dessas mulheres.
Passagem por jornais e cobertura urbana
A experiência profissional de Paula começou e se desenvolveu em redações de jornais do Amazonas. Ela atuou como repórter no Diário do Amazonas, em A Crítica e no Amazonas Em Tempo.
Nessas publicações, trabalhou em editorias de Polícia, Cidades e Política. A cobertura incluiu acontecimentos da vida urbana, temas de segurança pública e assuntos relacionados ao funcionamento do poder político no Amazonas.
O trabalho em diferentes áreas do noticiário deu à jornalista experiência com apuração de fatos, acompanhamento de ocorrências e produção de informações sobre instituições e decisões que afetam a população. A atuação também estabeleceu uma base profissional para as atividades desenvolvidas posteriormente em veículos próprios e em espaços de comentário.
Com o tempo, a experiência em jornalismo impresso passou a conviver com outras linguagens e plataformas. Paula atuou como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital. Seu currículo também registra colaborações com O Globo, Estadão e UOL.
Essas participações aproximaram a cobertura produzida no Amazonas de públicos de outras regiões do país. O trabalho passou a incluir, além da apuração local, a interpretação de acontecimentos políticos e sociais com repercussão mais ampla.
O caso Wallace Souza no documentário da Netflix
Uma das experiências de maior circulação da trajetória de Paula foi sua participação na série documental “Bandidos na TV”, conhecida em inglês como “Killer Ratings” e disponibilizada pela Netflix.
A produção aborda o caso Wallace Souza, no Amazonas. Paula participou como uma das profissionais que narraram os acontecimentos à equipe do documentário. Sua contribuição esteve relacionada à experiência adquirida na cobertura jornalística do caso.
A presença na série levou para uma produção de circulação internacional parte do conhecimento acumulado pela jornalista em sua atuação regional. O episódio também integra a passagem de Paula por formatos distintos de comunicação, que incluem reportagem, comentário, televisão e audiovisual documental.
Rede Cenarium amplia a atuação editorial
Na área de gestão, Paula é fundadora da Rede Cenarium, sediada na Amazônia, e diretora-geral da Revista Cenarium. A estrutura reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web.
A criação da rede acrescentou à trajetória da jornalista responsabilidades ligadas à condução de equipes, à definição de projetos editoriais e à organização de uma estrutura de comunicação. A atuação passou a incluir a direção de processos que vão além da produção individual de reportagens e textos.
A cobertura da Cenarium contempla questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados. Os temas estão relacionados a debates sobre o território amazônico e sobre decisões políticas e econômicas que afetam suas populações.
A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira. Nesse modelo, o trabalho editorial é organizado a partir de uma perspectiva regional e de assuntos que atravessam a vida social, política e ambiental da região.
A gestão da Cenarium também envolve protocolos para a realização de coberturas em áreas de conflito. A preocupação com a segurança de jornalistas e fontes passou a integrar a experiência compartilhada por Paula em debates profissionais sobre o exercício do jornalismo na Amazônia.
Segurança para jornalistas e fontes
Em julho de 2025, Paula participou como palestrante do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado em São Paulo. A mesa discutiu a segurança de jornalistas e fontes na Amazônia.
Durante o encontro, ela apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas feitas em áreas de conflito. Entre os pontos abordados esteve a necessidade de avaliar os riscos antes do trabalho de campo.
Paula também destacou a importância de considerar a experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis. A discussão incluiu as condições necessárias para que a apuração seja realizada com proteção às equipes e às pessoas entrevistadas.
A participação no congresso incorporou à sua atuação pública uma dimensão relacionada à organização do trabalho jornalístico. Além de produzir e dirigir conteúdos, a jornalista passou a apresentar procedimentos utilizados em uma estrutura de comunicação que atua em diferentes localidades da Amazônia.
Pesquisa e produção sobre questões sociais
A ligação com a universidade não se limita ao mestrado. Paula é coorganizadora da obra “Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia”, conforme informações divulgadas pela Abraji e pelo Festival 3i.
A publicação acrescenta à trajetória profissional uma frente dedicada à elaboração e à circulação de conhecimento sobre questões sociais amazônicas. O tema se aproxima de outros assuntos presentes em seus textos, como desigualdades de gênero, participação indígena na política e direitos.
Como autora, Paula mantém produção de entrevistas e editoriais sobre política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação. Seus textos também abordam a emergência climática e os efeitos da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral.
Essa produção combina a atividade jornalística com a interpretação de fenômenos que influenciam a vida pública. Os assuntos tratados abrangem desde problemas ambientais e desigualdades sociais até transformações tecnológicas que afetam a circulação de informações.
Registro profissional em 2025
Em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia. A indicação integrou o processo de votação da premiação.
O registro ocorreu no mesmo período em que a jornalista participou do congresso da Abraji e em que foi divulgado o vídeo documental associado à sua pesquisa de mestrado. Esses acontecimentos reuniram diferentes dimensões de sua atuação: a gestão editorial, o debate sobre segurança no trabalho jornalístico e a produção acadêmica em linguagem audiovisual.
A carreira de Paula Litaiff é formada por etapas em meios e funções distintas. A passagem por jornais trouxe a experiência da reportagem e da cobertura urbana. O rádio e a televisão ampliaram sua atuação como comentarista. A participação em documentário levou seu trabalho a uma produção de circulação internacional.
Com a Rede Cenarium, a jornalista passou a dirigir uma estrutura de comunicação voltada à Amazônia. Na universidade, desenvolveu pesquisa sobre mulheres indígenas Kokama e participou da produção de conhecimento sobre gênero, trabalho e lutas na região.
O conjunto dessas atividades conecta apuração, análise, pesquisa e gestão. A Amazônia aparece como eixo recorrente de sua trajetória, tanto nos temas abordados quanto na organização de projetos editoriais e acadêmicos relacionados à região.
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